terça-feira, 2 de agosto de 2011


"Refuge on your hugs"
Acolhida em seus abraços


Vide Verso


Encontrar você no tapete é terno
à fecunda terra desconhecida
pó de ouro
acolhida em seus abraços
dançar em palmas
sem precisar das flores
é você e o mundo em cursos
entre o verde e os meus olhos
um compasso com perfume
vide verso por você!

Claudia Almeida

quinta-feira, 31 de março de 2011


Todo dente de cobra tem um rótulo

Every snack's teeth has a label



Amazônia

Quando o bicho não é da seda
Uma rede é tecida na floresta
O vento passa junto com o orvalho
O círculo não se fecha...
O veneno é solução de laboratório
Engarrafado que nem saci
Todo dente de cobra tem um rótulo
O sapo que mata engole os mistérios
O chefe é o homem da mata
E a natureza retira e deixa o extrato
Decomposição vira colher destilada
E as sílfides na leveza do ar
Espiam pelo funil o labor do planalto.

Claudia Almeida
31/03/2011
imagem google

quarta-feira, 2 de março de 2011



E pregnantodos são filhos

And pregnantall are children

Em meu olhar
.
Eu sou a fauna dos versos
Às vezes multiplico cores
Contas no fio em outra língua
Coloco as mãos no quadril
E pregnantodos são filhos
Cultuo árvores e crocodilos
Desloco se respiro sem te ver
E pulso no cansaço pelo trigo
Em instantes contrários na tv
Na luz púrpura do Cairo
E choro por escrever
Coisas tristes nesse solo
Porque germina a vida!


.
Claudia Almeida

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

                                          imagem google

Eu reverencio todos os santuários do planeta.

I bow all the sanctuary of the planet.


Condor
Que o Amor plane
Dos Alpes aos Andes
Águias e santuários em pane
De lado na árvore seus cantos
Histórias de Davos
Ângulos na mente
No bruxo de Machu Picchu
Superar o futuro das fotos
Esperta manobra selvagem
Armadilhas de roteiros
No destino da aurora
Completar os olhos
Luz, sombra, cor.
É possível a viagem no ar?
Por mais que queiram
Pequenos pássaros
Cativeiros
Crescem e viram Condor.


Claudia Almeida

21/01/2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Capital

                                                                        MAC - Niterói
O ponto de partida do poema é a construção desordenada e feudal, apontando a morte do Homem na sociedade contemporânea, na educação, na pólis, na saúde, denunciando a corrupção no Estado. A poeta busca o elo Divino.


The start for me to make this poem is a disordened and feudal construction, indicating the man's death at the contemporary society, education, polis, health, informing against corruption in the State. The poet seek the divine bond.

Capital

Não é o verso estético que me atrai
o curso tortuoso de uma letra
poeta em sintonia com Universo
confesso deflagrado em belo e caos
na forma geométrica da cúpula
tangente encontrado em meio ao corte
embora separados pela morte
bambeia em fio de aço, a capital
nas mãos do desenhista faz-se a obra
circula retas linhas nas cabeças
discursos palmilhados às avessas
não tiram a beleza do local.

Claudia Almeida
05/01/2011