quinta-feira, 31 de março de 2011


Todo dente de cobra tem um rótulo

Every snack's teeth has a label



Amazônia

Quando o bicho não é da seda
Uma rede é tecida na floresta
O vento passa junto com o orvalho
O círculo não se fecha...
O veneno é solução de laboratório
Engarrafado que nem saci
Todo dente de cobra tem um rótulo
O sapo que mata engole os mistérios
O chefe é o homem da mata
E a natureza retira e deixa o extrato
Decomposição vira colher destilada
E as sílfides na leveza do ar
Espiam pelo funil o labor do planalto.

Claudia Almeida
31/03/2011
imagem google

quarta-feira, 2 de março de 2011



E pregnantodos são filhos

And pregnantall are children

Em meu olhar
.
Eu sou a fauna dos versos
Às vezes multiplico cores
Contas no fio em outra língua
Coloco as mãos no quadril
E pregnantodos são filhos
Cultuo árvores e crocodilos
Desloco se respiro sem te ver
E pulso no cansaço pelo trigo
Em instantes contrários na tv
Na luz púrpura do Cairo
E choro por escrever
Coisas tristes nesse solo
Porque germina a vida!


.
Claudia Almeida